quarta-feira, 29 de julho de 2009

O dia seguinte (parte III)

Betinha ria às gargalhadas, encurvada, uma mão segurando a barriga, a outra se apoiando na pia pra não cair. Ela sempre ria desse jeito. Não sei por que caí na besteira de dizer que ela tinha me olhado como se eu fosse o seu dedão do pé. Depois de me pedir pela quinta vez de-ta-lhes do seu ataque de sonambulismo da noite passada, aonde eu me sentei? qual era a minha posição? o que eu disse? e aí, o que aconteceu depois?, foi nesse “e aí o que aconteceu depois” que ela começou a rir e não parou mais. Quando conseguiu, perguntou: de onde será que tirei isso, hein, meu dedãozinho do pé? Ela sempre ria daquele jeito e eu acabava rindo junto.

Um comentário:

BETO PALAIO disse...

Ana, gostei de ler seu blog. Principalmente da palavra "dedãozinho", uma beleza...

Gostaria de lhe enviar meu jornal literário que já completa 5 anos (preciso de seu e-mail, juro que não é um rapto)

Sucesso para você e sua literatura...

Beto